Acho qualquer reclamação minha tem um pouco de drama
Acho que qualquer reclamação minha não passa de um puro drama.
Ainda assim, eu resolvi arriscar. Porque? Ora, eu também tenho direito.
Essa frase sempre saiu da minha boca como se fosse o meu hino de independência: eu também tenho direito. No início, eram coisas simples: direito a brincar de esconde-esconde na rua, direito de dormir na casa das amigas, de faltar à escola quando estivesse doente ''de mentirinha'', de ganhar mesada todo início de mês. Enfim, bobagens – aquisições aparentemente cotidianas, mas que faz você se sentir muito mais completa ao longo de cada dia e ao final dos mesmos. Mas se sentir feliz nem sempre é suficiente; acho que nós, as pessoas, temos essa natureza: nada é muito bom se você não puder compartilhar.
Acho que foi aí que eu percebi que ninguém consegue ser completo sozinho.
Não vou dizer que isso não influenciou nas coisas, porque estaria mentindo de forma descarada. Porém, tão pouco foi determinante: as minhas inclinações amorosas pouco têm a ver com o meu pânico de ficar muito tempo sozinha, sem ninguém para me ouvir, dividir experiências comigo, blábláblá. Enfim, meu descaso à parte, eu dei uma sorte surpreendente e encontrei sem muito trabalho um certo que rapaz que, modéstia à parte, muitas mulheres penam a vida toda e não conseguem arrumar um igual.
Sabe aquele tipo que você sabe que jamais disse um ''eu te amo'' simplesmente porque achou esse o meio mais fácil de te levar pra cama? Pois é. Esse era o meu principezinho encantado, o típico sonho de toda mulher desiludida, cansada de sofrer com amores infrutíferos e fundada no ceticismo do clássico ''homens são todos iguais''. Estava em minhas mãos a prova de que o ditado que eu cresci ouvindo tinha, ainda que fosse, uma única exceção: a minha peça de encaixe perfeito, a minha jogada de mestre. A minha completitude, afinal.
De todos os meios, agora eu estava feliz: profissionalmente encaminhada, amorosamente resolvida e mantendo em todos os aspectos da minha vida uma paz invejável.
Acho que foi esse o problema. Tudo o que é bom demais não permanece assim por muito tempo.
Dizem que em uma disputa entre razão e emoção, os dois sempre acabam perdendo. Não prometo resultados, mas garanto que foi um jogo emocionante.
Acho que qualquer reclamação minha não passa de um puro drama.
Ainda assim, eu resolvi arriscar. Porque? Ora, eu também tenho direito.
Essa frase sempre saiu da minha boca como se fosse o meu hino de independência: eu também tenho direito. No início, eram coisas simples: direito a brincar de esconde-esconde na rua, direito de dormir na casa das amigas, de faltar à escola quando estivesse doente ''de mentirinha'', de ganhar mesada todo início de mês. Enfim, bobagens – aquisições aparentemente cotidianas, mas que faz você se sentir muito mais completa ao longo de cada dia e ao final dos mesmos. Mas se sentir feliz nem sempre é suficiente; acho que nós, as pessoas, temos essa natureza: nada é muito bom se você não puder compartilhar.
Acho que foi aí que eu percebi que ninguém consegue ser completo sozinho.
Não vou dizer que isso não influenciou nas coisas, porque estaria mentindo de forma descarada. Porém, tão pouco foi determinante: as minhas inclinações amorosas pouco têm a ver com o meu pânico de ficar muito tempo sozinha, sem ninguém para me ouvir, dividir experiências comigo, blábláblá. Enfim, meu descaso à parte, eu dei uma sorte surpreendente e encontrei sem muito trabalho um certo que rapaz que, modéstia à parte, muitas mulheres penam a vida toda e não conseguem arrumar um igual.
Sabe aquele tipo que você sabe que jamais disse um ''eu te amo'' simplesmente porque achou esse o meio mais fácil de te levar pra cama? Pois é. Esse era o meu principezinho encantado, o típico sonho de toda mulher desiludida, cansada de sofrer com amores infrutíferos e fundada no ceticismo do clássico ''homens são todos iguais''. Estava em minhas mãos a prova de que o ditado que eu cresci ouvindo tinha, ainda que fosse, uma única exceção: a minha peça de encaixe perfeito, a minha jogada de mestre. A minha completitude, afinal.
De todos os meios, agora eu estava feliz: profissionalmente encaminhada, amorosamente resolvida e mantendo em todos os aspectos da minha vida uma paz invejável.
Acho que foi esse o problema. Tudo o que é bom demais não permanece assim por muito tempo.
Dizem que em uma disputa entre razão e emoção, os dois sempre acabam perdendo. Não prometo resultados, mas garanto que foi um jogo emocionante.
Ahhh.. gostei do prefácio *_*
ResponderExcluirAdorei, e o tema é daqueles polêmicos que todo mundo tem um pouco para dizer, mas no fundo, ninguém sabe ao certo o que explicar.
Razão e emoção são coisas que ou andam muito juntas ou ficam completamente separadas, não tem meio termo.
Gostei daqui, sucesso ;)
Muito bom!!!
ResponderExcluirE eu tenho dessas, já estou curioso para saber como você vai desenrolar essa história. Justamente por já estar meio que enquadrado no tal namorado perfeito. :P
Como você disse no seu outro blog, um projeto de meses, e tratando-se de você isso significa algo muito bem feito e escrito!
Vou acompanhar, beijo!